Memória Descritiva – John Thackara Manifesto

Após leitura do manifesto e uma breve pesquisa acerca do seu autor, o designer inglês John Thackara, a minha interpretação do trabalho do mesmo e a minha escolha da temática em questão, estão inseridas de modo concisa nesta pequena memória descritiva.

John Thackara, autor do livro In The Bubble: Designing in a Complex World (MIT Press) e de um blog bastante lido, designobserver.com. Como diretor do Doors of Perception, John organiza festivais pelo mundo em que as comunidades imaginam futuros sustentáveis e tomam medidas práticas para os realizar. Ele pensa o futuro de uma forma sustentável, sendo um tema muito presente no seu trabalho. Para ele, as pessoas são muito importantes, tendo em conta as suas necessidades e qualidades. Ele tem inspirado muitas pessoas no mundo inteiro a pensar o futuro e a imaginar aonde, e de que forma, o Design nos pode levar.

Thackara afirma que estamos a encher o mundo com tecnologia e gadgets, mas que nos esquecemos do real valor e significado das coisas, e qual o seu beneficio para as nossas vidas.O autor salienta que a tecnologia não irá desaparecer, mas o tempo para discutir o seu fim vai servir antes de o implantar, e não depois. Precisamos de questionar que propósito terá todo este material (stuff) que estamos a lançar para o mundo e que impacto tem isto tudo para a nossa vida diária. Quem vai tratar disto, e como? O trabalho de autor foca-se especialmente nesse assunto, na conceção de um mundo menos material, baseado menos em coisas e mais nas pessoas. Ele fala da transformação que está a acontecer hoje em dia (não num futuro remoto), sobre a inovação radical que começa a emergir na nossa vida diária.

Estamos a recuperar o respeito pelo que as pessoas conseguem fazer, e que a tecnologia não consegue. Existem mesmo, segundo Thackara, serviços projetados para ajudar as pessoas a executar atividades diárias em diferentes sentidos e muitos destes serviços envolvem tecnologia. Mas os objetos e os sistemas desempenham um papel de apoio importante num mundo centrado nas pessoas. O design foca-se em serviços, não em coisas.

É importante para ele os novos princípios e, acima de tudo, informar o modo como esses serviços são projetados e usados e, como a ética e a responsabilidade podem informar decisões no design, sem impedir a inovação técnico-social.

http://mollyrosemackin.com/johnthackara.html

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